
O Lado Perigoso do Cacto Orelha de Coelho que Ninguém Comenta

Por: Iara Santana
Você já foi seduzido pela fofura de um cacto em forma de orelhinhas de coelho? Essa tendência verde e simpática conquistou não apenas as prateleiras de lojas de plantas, mas também nossos corações. Se você é fã das plantinhas que trazem um pedacinho do deserto para o lar, já deve ter cruzado com o cacto Opuntia microdasys, carinhosamente apelidado de “orelha de coelho”. Mas cuidado! Nem tudo são flores (ou espinhos) nesse universo spike-chic.
A Sedução dos Espinhos
Ah, os cactos. Aqueles pequeninos que fazem nossos olhos brilhar em uma visita à floricultura. Com suas espinhosas orelhas em miniatura, o cacto orelha de coelho parece o companheiro de prateleira perfeito. Mas, a verdade é que ele carrega um segredo um tanto quanto espinhento.
Outro dia, uma amiga minha decidiu decorar o apartamento com essa gracinha verde. Em um momento de distração, movendo o vaso para uma posição mais Instagramável, acabou se deparando com um desafio: os microespinhos, conhecidos como gloquídeos. Diferente dos espinhos aparentes, os gloquídeos são pequeninos, quase invisíveis, mas extremamente irritantes quando entram em contato com a pele.
Por isso, além de escolher o vaso ideal, é essencial saber como cuidar de cactos para evitar surpresas e garantir que eles fiquem saudáveis e bonitos. Afinal, mesmo as plantas mais resistentes pedem um pouco de atenção e carinho.
O Invisível Perigo Verde
Esteticamente adorável, o cacto orelha de coelho se camufla como uma planta amigável. Porém, aqueles que já se depararam com suas picadas minúsculas sabem o tormento de passar horas tentando remover espinhos invisíveis da pele. A sensação é mais intensa do que muitos imaginam, causando irritação constante e, em alguns casos, até infecção se não tratada com cuidado. Ainda assim, ele continua sendo uma escolha charmosa para compor a decoração — especialmente quando disposto em um vaso rústico de parede, que valoriza o visual e mantém a planta fora do alcance das mãos curiosas.
Digo isso com propriedade, pois, além da minha amiga, já vi situações semelhantes no Reddit e em grupos do Facebook onde plantas são a estrela da conversa. A ironia é que, muitas vezes, o que atrai é justamente a aparência inofensiva, que contrasta com sua “pegada” um tanto traiçoeira.
Toxicidade para Pets
Se você tem bichinhos de estimação em casa, a atenção deve ser redobrada. O cacto orelha de coelho não é altamente tóxico para gatos e cachorros, mas os gloquídeos podem causar irritação e desconforto se ingeridos ou em contato com a pele de seus pets. É sempre bom posicionar a planta de forma a não ser facilmente acessível para nossos curiosos amigos de quatro patas. Com um pouco de planejamento e cuidado, é possível criar jardins inspiradores que sejam bonitos, seguros e harmoniosos para toda a casa — inclusive para os pets.
Como Cuidar do Seu Cacto Orelha de Coelho
Caso você esteja disposto a dar um voto de confiança a essa beldade espinhenta, aqui estão algumas dicas práticas para mantê-la saudável e se prevenir de surpresas indesejadas:
- Luz Solar: O cacto orelha de coelho adora luz, então coloque-o em um lugar onde receba sol direto pelo menos parte do dia.
- Regar com Moderação: Mantenha a regra de ouro: menos é mais. Deixe o solo secar completamente entre as regas. Regar uma vez a cada duas semanas costuma ser suficiente.
- Temperatura: Ele gosta de calor, então evite expor o cacto a temperaturas abaixo de 10°C.
- Uso de Luvas: Ao manuseá-lo, use sempre luvas para evitar os gloquídeos. Isso vai te salvar de algumas horas de irritação.
- Posicionamento Seguro: Coloque o vaso em um local estável e fora do alcance de pets e crianças.
Ao seguir essas dicas, você pode desfrutar da estética única do cacto orelha de coelho sem grandes problemas. Estaria você disposto a encarar essa parceria espinhosa pela beleza que ele traz? Ou prefere admirar de longe, deixando as picadas para os mais audaciosos? Compartilhe conosco sua experiência com cactos ou qualquer dica valiosa para lidar com essas plantinhas táteis. Afinal, quem disse que o verde do deserto precisa ser complicado, não é mesmo?
EM DESTAQUE

Iaria encontrou nas plantas uma forma de desacelerar e respirar com mais calma. No Zenquo, transforma sua paixão em palavras que acolhem e incentivam outras pessoas a criarem seu próprio cantinho verde, mesmo sem experiência. Gosta de terra nas mãos, aromas de ervas e da sensação de ver algo florescer. Para ela, jardinagem é terapia silenciosa — e cada planta carrega um ensinamento.
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